Labels

Lucas Heber. Tecnologia do Blogger.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Magoa

Quanto mais se afasta 
Mais feroz ataca 
Ele é o arco
E ela a fecha

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Céu II


Azul, Azul, Azul, Azul.
Azul, Amarelo, Vermelho e o que couber na imaginação do homem.
Cinza, Cinza, Cinza, Cinza.
Cinza, Cinza, Cinza, Cinza.
Morte, Morte, Morte.

Autor. Lucas Heber

Céu I


Azul, Azul, Azul, Azul.
Branco, Azul, Branco, Azul.
Cinza, Cinza, Cinza, Cinza.
Molha, Molha, Molha, Molha.
Azul, Azul, Azul, Amarelo.
Violeta, Anil, Azul, Amarelo, Alaranjado e Vermelho.

Autor. Lucas Heber 

Quadro Negro


Estou farto de tantas vozes
Que por osmose penetra minha mente
Pensamentos desconexos e falhos
De uma sociedade pretensa que há de afundar como Atlântida

O desvario sempre se renova
De quadriênio em quadriênio
Os despostas batalham pela posse da Ágora
O Gênio positivista escolhe bem
Na inercia escolhe também a Venalidade
                                                    
Nessa visão maculada das coisas
Meus lábios por mais que se esforcem
Nesta terrível desagregação
Não articulam os vocábulos
Que trariam denúncia, mudança e ação... 

Autor. Lucas Heber 

Cruel desterro


Depois de todos estes anos, me sinto seguro para narrar a história a seguir mas antes de começar tenho de esclarecer alguns pontos que são de extrema importância para compreensão total dos fatos: primeiro não é o que você pensa; segundo é verdade o que digo, terceiro é sem pé e sem cabeça.
Esclareço ainda que não era minha intenção faze-lo, no entanto como contrariar o destino e sendo o arbítrio uma mera ilusão ouso dizer que o que faço ou deixo de fazer não é minha culpa. Se pensas que é o senhor do destino, mude o meu então.
Vamos a parte que me cabe, contar a historia. Caminhava a longas passadas pela a trilha estreita na densa floresta, cada passo eram dois desafios: suportar a tamanha tortura que é ser alvejado por milhares de minúsculos seres alados e segundo o desafio mental de seguir a trilha sem se perder...
Por fim acabei me perdendo, deve saber que eu não estava sozinho, éramos um grupo de três eu, o baixinho peludo e a velha fofoqueira. Como eu sei que ela era “velha”? Digo, pois presenciei ela fazendo coisas que só velhas fazem não os velhos... Não foque em nosso excêntrico grupo, ele está perto de se desfazer.
Marchamos à tarde inteira, o baixinho peludo por ter melhor senso de direção ia à frente e a velha fofoqueira ia apoiada em meu ombro.
A noite vinha fria e apavorante fome e a sede se instalaram no grupo. O desespero encontrou minha alma e a misantropia seria a causa de minha morte, mas como o ser humano nunca perde as esperanças...
Dois dias tinham se passados, eu estava ficando louco se alimentando de raízes e bebendo água da chuva, me faltava a proteína. Olhando para o baixinho peludo que já estava violento pela a fome, uma ideia me passou. Estávamos perdidos na floresta, ninguém sabia e eu morreria se não fizesse algo, lembrei-me dos chineses enquanto tramava meu cruel plano.
Já estava bem escuro todos dormiam, providenciei uma enorme pedra, me posicionei sobre a cabeça do baixinho peludo. Dúvidas? Não tinha nenhuma, pronto para desferir o golpe fatal, a velha acorda e grita mas era tarde demais, a pedra com um estrondo esmagou o crânio dele, a morte foi lenta e o sangue fresco tingiu toda a terra, enfim carne.
A velha não comeu a carne, preferia raízes e frutas e por quase estragar meu plano com o grito a apelidei de velha fofoqueira. Deliciei o banquete, comi o máximo possível e fui embora dali com a velha em meu ombro, pois logo o cheiro de sangue atrairia outros animais.
Fiquei alimentado por dois dias, e como dizem e também por ser verdade, quem mata a primeira vez perde o remorso. Peguei a velha pelo pescoço tal como se mata uma galinha e comecei a degola-la.
Como eu colocava pressão por todo o seu corpo, vi sair de suas entranhas o que seria o seu próximo filho, imaginei ele frito ou cozido, mas como fogo era luxo me conterei come-lo cru.
Passei mais um dia vivo, mas ele veio também o desespero, o que eu comeria? Com a força que ainda me restava corri tentando em vão encontrar alguém ou ser encontrado. No fim eu prosperei, encontrei u pequeno povoado, fui salvo e só agora tive coragem para dizer como comi meu cachorro e meu velho papagaio.  

Poema I


No oco de minha pensante galeria
Em vagas ideias dicotômicas
Entre estalactites e estalagmites
Yin e yang, o que diz minha axiologia?

A propedêutica da vida
Do materno e o paterno
Feito do empirismo farto
Diz Sim ao fato e Não ao abstrato

Sim a simples sofismas
O mundo em uma linguagem de primeira ordem
Não à metafisica
Ao conhecimento “a priori”

Nesta sublime apreciação
Das vagas premissas de um silogismo
Sobra-me apenas um entimema:
_ “Penso, logo existo”.

Autor. Lucas Heber
 

Total de visualizações